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Como tudo começou – CANG

Criada em 1941, a Colônia Agrícola Nacional de Goiás (CANG) fez parte das políticas expansionistas de Getúlio Vargas, que posteriormente foi emancipada em 1953 e nas décadas seguintes a cidade denominada de Ceres se especializou em um setor econômico distinto daquele previsto no projeto de criação da Colônia. Este artigo analisa a formação territorial da área e objetiva compreender os motivos e as dinâmicas territoriais resultantes do processo de (re)funcionalização produtiva verificada em Ceres. Os procedimentos metodológicos foram baseados em pesquisa bibliográfica, trabalho de campo e pesquisa documental com levantamento de dados oficiais referentes à dinâmica populacional, às instituições de serviços e à infraestrutura produtiva. O estudo sobre a formação territorial mostra que os processos e as ações são componentes fundamentais da produção do espaço, mas nenhuma mudança no quadro socioespacial de uma localidade é feita sem conflitos. Além disso, as causas dessas mudanças também são frutos de um movimento externo ao local, pressupondo a inserção em distintas redes e a imposição de interesses e lógicas de diferentes escalas.

Apesar das condições precárias de moradia e de produção, na década de 1950 a CANG já se destacava na produção agrícola de Goiás, uma vez que o Mato Grosso Goiano, onde se localizava a CANG, era a principal área agrícola do Estado daquele período. Todavia, além da falta de qualificação e da baixa renda, grande parte dos colonos não se consolidaram enquanto produtores agrícolas. Conforme Dayrell (1974), até 1957 não havia trator ou qualquer implemento agrícola, além da ausência de análise de solo, prevenção de erosão, etc. E assim, enquanto os pequenos agricultores sofriam com a ausência de estrutura para produção, no início da década de 1950 mais estradas eram abertas e o núcleo urbano adquiria alguns serviços, como Correios e estação de rádio. Além da política agrária, o Decreto-Lei 3.059 previa também para as Colônias a criação de núcleos urbanos com serviços para as famílias. E as sedes deveriam obedecer às regras urbanísticas modernas. Foi por isso que a sede da CANG seguiu o modelo de cidade planejada. Silva (2002) diz que o projeto foi desenvolvido por engenheiros do Rio de Janeiro, que previa a abertura de ruas largas e bem traçadas. Deveria haver, no centro do plano, uma praça com rápida conexão com os setores das imediações e uma ampla avenida que contornasse a cidade (um anel viário) e conectasse à Rialma. A consolidação desse plano deveu-se ao fato de Bernardo Sayão também sonhar com uma cidade moderna (observe o traçado das ruas e avenidas de Ceres na figura 1).

A imagem apresenta Ceres nos últimos anos. Mas o traçado das ruas e avenidas, principalmente a praça central (atualmente Praça Cívica), nos dão uma dimensão do plano proposto pelos engenheiros cariocas. Observe que a praça liga as principais ruas da cidade, com uma conexão direta a todos os setores e ao anel viário, hoje denominado de Avenida Bernardo Sayão. Questiona-se o porquê de uma cidade ser planejada num relevo com topografia ondulada. Isso se explica pelo cruzamento de uma política de modernização e das condições geomorfológicas da região escolhida para implantação de um dos projetos nacionais de colonização agrícola. É interessante notar que, diferente da grande maioria das cidades goianas, que surgiram de arraiais, capelas ou fazendas, Ceres surgiu a partir do planejamento – ela foi uma invenção.

A emancipação da Colônia ocorreu em 1953 pela lei nº 767 e foi desmembrada das terras do município de Goiás. O nome seguiu as orientações de Bernardo Sayão, que já havia proposto “Ceres” para o núcleo, que na mitologia latina significa “deusa da agricultura”. No mesmo período o povoado de Barranca também se emancipou pelo Decreto-Lei Estadual nº 753, instalando-se como município em 1º de janeiro de 1954 (SEPLAN, 2007). A denominação Rialma, então desmembrado de Jaraguá, é proveniente da junção do nome “Rio das Almas”. O núcleo urbano constituído pelas duas sedes municipais tinha, num primeiro momento, a evidente função de servir o campo, não havendo a necessidade de emancipação. Mas a importância eleitoral que representava a região (pela quantidade populacional), fez com que lideres políticos do Estado pressionassem a emancipação para que houvesse um desligamento da influência federal. O fato é que as transformações do território goiano desde a década de 1930 culminaram com a implantação de projetos como a CANG, dando origem a Ceres e Rialma. A proximidade com centros dinâmicos como Anápolis e Goiânia significou facilidade de escoamento da produção e proximidade com mercados consumidores – induzindo um aumento na produção agrícola –, mas também forjou uma (re)funcionalização do núcleo urbano, especialmente a partir da década de 1970.

Referência: CASTIILHO, Denis. A Colônia Agrícola Nacional de Goiás (CANG) e a formação de Ceres -GO – Brasil. Élisée – Revista de Geografia da UEG. 1(01), 117-139. Disponível em: https://www.revista.ueg.br/index.php/elisee/article/view/582/326

Se interessou pela história da cidade? Acesse o trabalho acadêmico completo:

Ceres

Fundação: 1953

Gentílico: Ceresino

Aniversário: 04 de setembro

População: 22.306 hab.

Área: 214,322 km²

Localização: Ver mapa